terça-feira, 6 de maio de 2008
Alma tonta..
Fico assim sem saber agradecer direito .. Assim sem reação.. assim qualquer coisa ... assim boba mesmo, por não agradecer com todo o meu amor.. todas as chances, todas as oportunidades, toda a generosidade que a vida, vestida como pessoas, me dá... Um dia quero muito aprender a ser grande e retribuir, mais que receber.. desde já, porém, agradeço !
terça-feira, 29 de abril de 2008
Liga
Dou vivas ao céu e a lua cheia,
pois eu tenho um belo amor para viver!
Sim, apesar das brigas e discussões
eu tenho um belo amor para viver ...
Ela é filha das tempestades,
filha da lua e da estrela da manhã,
e bem juntinhos e abraçadinhos nós andamos por aí.
Dançando dança contato para tudo começar,
dançando e sussurrando no vento o nome do sol,
fazendo coisas sagradas em lugares sagrados,
bebendo Santo Daime no cruzeiro do sul,
onde canta o galo do despertar,
onde descobrimos a beleza e a doçura de nosso amor
numa tarde fria e chuvosa de Santo Antônio,
fumando Santa Maria Joana na roda de cura,
no círculo onde reverenciamos os ancestrais,
os espíritos da natureza e o Grande Mistério da existência,
fazendo amor ao lado de uma cachoeira,
na cidade mais fria do sul em pleno inverno,
tendo visões de Orixás após um orgasmo
- que queimou suas entranhas
e abriu-me o portal da visão -,
tomando chá de cogumelos em Maquiné
numa cabaninha gaulesa,
vivendo nossas fantasias
dentro de um quarto descondicionador dos sentidos,
decidindo morar juntos após uma semana de teste
- em que brigamos todos os dias -
cuidando de sua gravidez psicológica,
praticando a não- prática do yoga no sol do amanhecer,
bebendo vinho pelas ruas da cidade nas noites frias,
ou dentro de bares singulares
- certa vez embebedamos-nos um ao outro
até que nos decidíssemos a reatar -,
tudo isso depois que encontramos nosso destino
na noite em que leste para mim
- um poema que eu mesmo escrevera! -
pensando que fosse o poema de um monge tibetano
preso na china comunista.
Tudo isso em meio a muitas brigas e discussões ...
Mas que importância isso tem?
Quem não acreditaria que é a força do vento
que nos traz os raios do sol?
Quem não perceberia que a rosa do amor
nasceu em nossos corações?
Pois é no húmus de nosso sêmen e de nossa saliva
que a mãe terra nos abençoa todo dia.
por meu adorado Antonio Augusto Caminho (Pema Lhundrup Dorje)
pois eu tenho um belo amor para viver!
Sim, apesar das brigas e discussões
eu tenho um belo amor para viver ...
Ela é filha das tempestades,
filha da lua e da estrela da manhã,
e bem juntinhos e abraçadinhos nós andamos por aí.
Dançando dança contato para tudo começar,
dançando e sussurrando no vento o nome do sol,
fazendo coisas sagradas em lugares sagrados,
bebendo Santo Daime no cruzeiro do sul,
onde canta o galo do despertar,
onde descobrimos a beleza e a doçura de nosso amor
numa tarde fria e chuvosa de Santo Antônio,
fumando Santa Maria Joana na roda de cura,
no círculo onde reverenciamos os ancestrais,
os espíritos da natureza e o Grande Mistério da existência,
fazendo amor ao lado de uma cachoeira,
na cidade mais fria do sul em pleno inverno,
tendo visões de Orixás após um orgasmo
- que queimou suas entranhas
e abriu-me o portal da visão -,
tomando chá de cogumelos em Maquiné
numa cabaninha gaulesa,
vivendo nossas fantasias
dentro de um quarto descondicionador dos sentidos,
decidindo morar juntos após uma semana de teste
- em que brigamos todos os dias -
cuidando de sua gravidez psicológica,
praticando a não- prática do yoga no sol do amanhecer,
bebendo vinho pelas ruas da cidade nas noites frias,
ou dentro de bares singulares
- certa vez embebedamos-nos um ao outro
até que nos decidíssemos a reatar -,
tudo isso depois que encontramos nosso destino
na noite em que leste para mim
- um poema que eu mesmo escrevera! -
pensando que fosse o poema de um monge tibetano
preso na china comunista.
Tudo isso em meio a muitas brigas e discussões ...
Mas que importância isso tem?
Quem não acreditaria que é a força do vento
que nos traz os raios do sol?
Quem não perceberia que a rosa do amor
nasceu em nossos corações?
Pois é no húmus de nosso sêmen e de nossa saliva
que a mãe terra nos abençoa todo dia.
por meu adorado Antonio Augusto Caminho (Pema Lhundrup Dorje)
terça-feira, 22 de abril de 2008
Instituto Arca Verde - Curso de 1 a 4 maio 2008

Viver de forma sustentável, preservando as condições de vida para as próximas gerações, implica em mudar muitos de nossos hábitos em relação às outras pessoas, ao ambiente que nos cerca e dentro de nós. A Ecovila Arca Verde há mais de dois anos tem como desafio criar um modo de vida baseado na solidariedade e no respeito com todos os seres.
Nesta oportunidade, compartilharemos nossa experiência teórica e prática de uma forma vivencial e utilizando ferramentas eco-pedagógicas para construir conhecimentos em grupo e estimular a reflexão sobre nossa missão na Terra (continua)...
Dimensão Social
-Acordos de Convivência
-Habilidades de comunicação Interpessoal e feedbacks
-Desenho social e processo de integração na Arca Verde
Dimensão Econômica
-Economia solidária e Consumo Consciente
-Sustentabilidade econômica em comunidades
-Rede Colaboração Solidária da Arca Verde e a nossa moeda social “Verdinha”.
Dimensão Ecológica
-Introdução à Permacultura
-Bioconstrução
-Sistemas Agroflorestais – SAF’s
-Sustentabilidade doméstica
Dimensão Cultural/Espiritual
-Yoga e meditação
-Tenda da Lua e do Sol
-Danças circulares e celebração dos ciclos
Vagas
Serão disponibilizadas 23 vagas, que devem ser confirmadas antecipadamente pelo telefone 54-9901 7745 ou e-mail institutoarcaverde@gmail.com . Mais detalhes no site www.arcaverde.org
Investimento
224 reais (parcelável com cheque) - Inclui hospedagem em camping, alimentação vegetariana integral e majoritariamente orgânica, emissão de certificado de 40 horas e recebimento de 18 “verdinhas” para exercício da Rede de Colaboração Solidária da Arca Verde.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Círculo Virtuoso
A receita mais torturante de um vir a ser poderia vir a ser a insistência em matar-se como se é... e das raízes profundas renascer, nunca morrer completamente...
Já não sei se vivo morrendo ou morro vivendo. Porque nunca existe a quietude de uma satisfação com o que se é. A tranquilidade de se estar trilhando um caminho que leva à realização, em harmonia com um bem maior, à ecologia da terra, à minha própria saúde, digo 100%, nunca dá..
Sinto tentar dobrar-me para caber na caixinha... Sou muito mutável, me enrolo mas nunca alcanço este estado de estar fixa...com identidade estabelecida.. às vezes morro, paro de respirar.. pareço estar fixa num estado.. por alguns segundos me divirto parada.. Depois uma inspiração me vem e mudo de forma, de rumo, de fluxo...
Especialmente depois de misturar-me à alguém na dança dos corpos, sinto meu fluxo interno correndo e em minhas veias e artérias a correnteza que deságua no oceano do meu coração. É o nirvana, o acalmar da alma.. a paz completa descrita como um simples pulso. E é assim que posso seguramente afirmar: Vida ! A eletricidade circula em minhas artérias e se irradia em quarteirões.. Sou por dentro um conjunto de movimentos que se assemelha as órbitas planetárias se expandindo em torno do centro magnético de toda a existência.
Sem a dança há rompimentos.. Não gosto de falar em rompimentos..
Mas paradoxalmente compartilho de sentir necessidade deles.. Talvez não seja mais que uma pequena pausa na vida. A pausa que mais parece uma morte. Melhor, uma vida silenciosa que existe no escuro.. Ou como a volta da onda, que agrupa em si todos os ângulos que tornam saudável o seu desenrolar.. Se consigo abrir caminhos dentro de mim para simplesmente deixar passar aquilo que me ameaça, aí encontro a eterna sabedoria que une as pausas ao movimento mais espontâneo.. Me sacio !
A inquietude em surfar nesse mar me perspassa, sou tomada pela ação. E o impulso de me lançar à vida é talvez suicida. Porque minha vida para viver precisa sempre ser morrida e daí com força, renascida..
.
Já não sei se vivo morrendo ou morro vivendo. Porque nunca existe a quietude de uma satisfação com o que se é. A tranquilidade de se estar trilhando um caminho que leva à realização, em harmonia com um bem maior, à ecologia da terra, à minha própria saúde, digo 100%, nunca dá..
Sinto tentar dobrar-me para caber na caixinha... Sou muito mutável, me enrolo mas nunca alcanço este estado de estar fixa...com identidade estabelecida.. às vezes morro, paro de respirar.. pareço estar fixa num estado.. por alguns segundos me divirto parada.. Depois uma inspiração me vem e mudo de forma, de rumo, de fluxo...
Especialmente depois de misturar-me à alguém na dança dos corpos, sinto meu fluxo interno correndo e em minhas veias e artérias a correnteza que deságua no oceano do meu coração. É o nirvana, o acalmar da alma.. a paz completa descrita como um simples pulso. E é assim que posso seguramente afirmar: Vida ! A eletricidade circula em minhas artérias e se irradia em quarteirões.. Sou por dentro um conjunto de movimentos que se assemelha as órbitas planetárias se expandindo em torno do centro magnético de toda a existência.
Sem a dança há rompimentos.. Não gosto de falar em rompimentos..
Mas paradoxalmente compartilho de sentir necessidade deles.. Talvez não seja mais que uma pequena pausa na vida. A pausa que mais parece uma morte. Melhor, uma vida silenciosa que existe no escuro.. Ou como a volta da onda, que agrupa em si todos os ângulos que tornam saudável o seu desenrolar.. Se consigo abrir caminhos dentro de mim para simplesmente deixar passar aquilo que me ameaça, aí encontro a eterna sabedoria que une as pausas ao movimento mais espontâneo.. Me sacio !
A inquietude em surfar nesse mar me perspassa, sou tomada pela ação. E o impulso de me lançar à vida é talvez suicida. Porque minha vida para viver precisa sempre ser morrida e daí com força, renascida..
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domingo, 9 de março de 2008
ANA BRANCO

Ana Branco é uma professora diferente. Para começar, ela desafia a antiga lei doméstica que sempre proibiu as crianças de brincar com a comida. Ao contrário, Ana Branco é uma mãe para esses "arteiros": ela ensina e estimula seus alunos (já bem crescidinhos) a brincar de fazer arte com a comida. Uma brincadeira com muito amor e respeito pela Terra, a mãe de todos nós e de frutos que oferece tão generosamente para que tenhamos o alimento, a vida, a brincadeira.
Professora do Departamento de Artes da PUC-Rio desde 1981, Ana Branco orienta o BioChip, grupo que investiga as cores e a recuperação da informação através do desenho com modelos vivos. Estes modelos vivos são rabanetes, abacates, mangas, alfaces, cenouras - sementes, frutas e hortaliças, de preferência fresquinhos. Com os alunos, Ana vai até hortas orgânicas onde "conversar" com os vegetais. Trocando e recebendo informações direto da fonte original, a arte nasce da vida. "Através da interação dos modelos vivos com o observador, são feitas leituras quanto às suas formas, cores, sabores, texturas e odores. Os frutos da Terra recuperam no nosso corpo informações matrísticas, que podem ser decodificadas a partir do contato direto, não verbal, presente nos alimentos vivos", explica o folheto do BioChip. Em outras palavras, os alunos fazem arte com a comida viva e depois apreciam com todos os sentidos, incluindo o paladar, o gosto que a arte tem.
Desenhos com frutas: o trabalho dos arteiros depois é servido para o deleite de todos
Mas por que se chama BioChip? "Chips de computadores são moléculas de água que contém silício. Sementes também. Dentro delas, há informações sobre a vida na Terra. O contato com o chip vivo recupera o processo criativo do humano, nos reconectando com os outros, com os animais e com o planeta", explicou Ana em recente palestra em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial.
As idéias de Ana ultrapassam os limites da academia, gerando arte viva que flui para dentro das pessoas. É isso que se percebe ao vê-la em ação, explicando com o corpo e coração a missão da sua vida. Ana Branco come diferente da maioria dos humanos contemporâneos e economiza um dinheirão em gás. É que ela nunca cozinha - mas isso também não quer dizer que come fora todos os dia. Ana só come Alimentos Vivos, ou seja, crus e brotados. Segundo ela, cozinhar alimentos rompe a molécula de água que reveste o silício - e aí, já viu: adeus informação, adeus BioChip. O chip perde a água molecular e a informação não é mais acessada. O que equivale dizer que a conexão com a Terra se rompe e o homem se mantém em processo de dormência. "E isso é interessante para a manutenção da guerra em que vivemos, para a relação de ataque e defesa que estabelecemos dentro de nosso eco-sistema, de nosso corpo. Só que agora acabaram-se as guerras e vamos ter que re-aprender a viver em paz, como nascemos".
(FONTE: Planeta na Web)
SUCO DE LUZ DO SOL e para germinar grãos
Liquidifique um pepino pequeno e uma maçã grande sem sementes. Não coloque água nenhuma, bata com a ajuda de um socador ou colher de pau (cuidadosamente), para extrair o líquido das hortaliças. Então coe num coador de pano e coloque o líquido de volta no liquidificador. Acrescente o legume e a raiz, que podem ser cenoura, abóbora, maxixe, batata doce, inhame, quiabo, couve-flor, abobrinha, nabo beterraba etc. (Procure variar as hortaliças e privilegie as de produção orgânica.) Bata e coe novamente. Acrescente as folhas verdes, que podem ser couve, folha de abóbora, folha de beterraba, folha de cenoura, espinafre, bertalha, chicória etc; quanto mais verde, melhor. Ponha agora os grãos germinados (trigo, girassol, painço, soja, linhaça, gergelim, arroz, amendoim, ervilha etc). Bata tudo, coe no coador de pano e beba imediatamente. Em pouco tempo esse suco se transforma em hemoglobina dentro do corpo.
Para germinar grãos:
1. Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrir com água limpa.
2. Deixar de molho por 8 a 12 horas.
3. Cobrir a boca do vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água em que os grãos ficaram de molho e enxaguar bem os grãos sob a torneira.
4. Colocar o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco.
5. Enxaguar pela manhã e á noite. Em dias quentes é preciso lavar mais vezes.
O tempo de germinação varia de acordo com o grão, temperatura etc. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, assim que põem o "rabinho" para fora. Então estão prontos para serem consumidos.
Fonte: "Você sabe se alimentar?"; Dr. Soleil, Ed. Paulus
Para germinar grãos:
1. Colocar de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrir com água limpa.
2. Deixar de molho por 8 a 12 horas.
3. Cobrir a boca do vidro com filó e prender com elástico. Despejar a água em que os grãos ficaram de molho e enxaguar bem os grãos sob a torneira.
4. Colocar o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco.
5. Enxaguar pela manhã e á noite. Em dias quentes é preciso lavar mais vezes.
O tempo de germinação varia de acordo com o grão, temperatura etc. Em geral, estão com sua potência máxima logo que sinalizam, assim que põem o "rabinho" para fora. Então estão prontos para serem consumidos.
Fonte: "Você sabe se alimentar?"; Dr. Soleil, Ed. Paulus
sábado, 1 de março de 2008
VOCÊ TEM FOME DE QUÊ?
Interessante tentativa de preservação! É só olhar Afeganistão e Iraque que já tem seu banco natural de sementes originais totalmente destruídos, imagine só... por catástrofes de todo tipo (que parece ali não haver fim..) e pela guerra também...
Todavia essa iniciativa espertinha dos Noruegueses tem por vantagem também salientar a responsabilidade do consumidor que pode, por opção, consumir orgânicos e fortalecer esse mercado !!! Para que não tenhamos que recorrer a cofres fortes por uma alimentação saudável, num futuro nem tão distante assim..!
...enquanto isso em Svalbrad...:
" Bem perto do Pólo Norte, uma montanha gelada guarda o tesouro genético do planeta. Trata-se do projeto mais ousado de preservação da vida vegetal, a ser inaugurado hoje no arquipélago norueguês de Svalbard. O objetivo é conservar até dois bilhões de sementes de todas as espécies cultivadas pelo ser humano.
"É o último refúgio das lavouras do mundo", afirmou Cary Fowler, diretor da Global Crop Diversity Trust, organização, criada pela FAO, que coordena o projeto juntamente com a Noruega. O projeto já recebeu cerca de 100 milhões de sementes doadas por cem países. O Brasil deve enviar em breve a sua contribuição, por meio do Centro Nacional de Recursos Genéticos (Cenargen) da Embrapa.
A nova arca de Noé fica escondida no final de um túnel de 120 metros, a 70 metros de profundidade e será mantida a -18ºC. Essa caverna de alta tecnologia, construída nos últimos 11 meses numa montanha de Spitsberg, uma das quatro ilhas que compõem o arquipélago, é equipada com portas de aço blindadas. (da Folhapress) "
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